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Coma induzido ou sedação profunda



Os termos “coma induzido” ou “sedação profunda” são muito utilizados, mas podem levar a conclusões precipitadas e causar medo nos pacientes e familiares, por associação direta ao estado de coma ou algo de difícil reversão. Existe uma grande diferença: o coma é um estado de redução da consciência com perda parcial ou completa da responsividade aos estímulos externos, enquanto o “coma induzido” não passa de sedação farmacológica profunda, uma inconsciência provocada por medicamentos controlados.

O objetivo desta técnica é manter a segurança e o bem-estar do paciente, diminuir dores físicas e desconfortos, controlar ansiedade, acalmar e manter um quadro estável. Ou seja, a manobra é utilizada por médicos para implementar o tratamento necessário, reduzindo danos e riscos, especialmente em casos graves.

Quando é necessária?

• Em casos de traumatismo craniano, causado por acidentes ou quedas;

• Crise epiléptica que não melhora com medicamentos;

• Doença cardíaca grave, devido a infarto, insuficiência do coração ou arritmias;

• Insuficiência grave dos pulmões, causada por pneumonia, enfisema ou câncer, por exemplo;

• Doença neurológica grave, como um grande AVC, meningite ou tumor cerebral;

• Após uma cirurgia complicada, como a cirurgia cerebral, cardíaca ou após algum acidente grave;

• Dor que não melhora com medicamentos, como em grandes queimaduras ou câncer avançado;

• Em casos de intensa agitação ou para minimizar traumas psicológicos.

O “coma induzido” é realizado em ambiente de UTI, para utilização dos aparelhos que ajudam a respirar, assim como uma ampla monitorização de todos os dados vitais do paciente. As doses são administradas com frequência e periodicidade determinada pelo médico e o tempo para acordar depende da metabolização do remédio pelo organismo da pessoa.

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